Valdonês

Nasceu em 31 de Março de 1972 na cidade de Estreito, interior do Maranhão. Residindo hoje na cidade de Porto Franco - MA.

A paixão pela arte iniciou-se na infância e desde então, vem aprimorando suas técnicas artísticas.

Começou a desenhar bem cedo, graças ao incentivo da mãe, que apesar de pouco saber via a facilidade com que ele pintava e desenhava, então providenciava lápis e papel para que pudesse desenvolver seus trabalhos. Com o tempo foi crescendo e aprendendo a necessidade do estudo, visitava as bibliotecas onde conhecia obras de artistas como: Pablo Picasso, Paul Cézanne, Renoir, Monet, Modigliane, e os brasileiros Emiliano Di Cavalcanti, Cândido Portinari, Tarsila do Amaral e Adélio Sarro.

Ainda que Di Cavalcanti, Portinari e Tarsila do Amaral estejam na primeira fila de seus “estudos”, Valdonês também se inspira em Adélio Sarro, Osvaldo Ribeiro e Sebastião Rodrigues. É inevitável não sentir em sua arte uma leve influência da POP ART dos anos 50, nos contornos e cores vivas que tanto nos remetem a Lichtenstein. Mas, lá está ele, o regionalismo rico e vibrante das cores agrestes e quentes que são a sua condição presente. Toda a arte nordestina tem esse “que” de valorização ao solo e à alma de sua gente. O poder de suas cores vem da alma de sua terra, comungada incessantemente em seus momentos de criação, e elas são quase primárias, brigando com tanta energia entre si e ao mesmo tempo se equilibrando com tanta maestria, que é impossível não ficar a admirar um trabalho seu por longo tempo.

Ficando maravilhado com o nível desses artistas, percebeu naquele momento que a arte entrava em sua vida definitivamente, decidiu viver produzindo arte. Como ele próprio gosta de afirmar, aprendeu e se formou pela prática da leitura. As informações vinham sempre de fontes várias, e a observação certamente foi o exercício que usou para conferi-las no mundo. Desde então, tem participado de exposições coletivas e individuais, inserido ativamente no mercado brasileiro contribuindo com a renovação da arte contemporânea.

A viagem à Europa proporcionou o amadurecimento de sua obra e reconhecimento internacional, tendo inclusive uma obra em exposição permanente no museu da cidade de Triora na Itália. Suas obras integram acervos de colecionadores no Brasil e Europa. É artista catalogado no ART IN GALLERY BRAZIL VOLUMES II e III.

Com trabalhos a nível regional, nacional e internacional e obras nos principais países da Europa como Áustria, Alemanha,  Espanha, Itália, França, Portugal, Holanda, Suíça e praticamente em todos os estados brasileiros.

Desenhista e pintor autodidata. Com uma pintura simples e objetiva passa a integrar uma escola de pintores modernistas do nosso continente, dos quais se destaca com inteira capacidade de realização artística, sem dilacerar qualquer que seja os princípios básicos da pintura Contemporânea.

Estilo cubista do artista, que na primeira impressão possa nos parecer um tanto quanto geométrica e por vezes até abstrata, faz um jogo mimético com a mente de quem contempla. As figuras, inspiradas no mundo real, conseguem ser mostradas sob vários ângulos ao mesmo tempo ganhando um aspecto planificado e conflitante com apelo regional. Valdonês dos Santos Ribeiro é, dos artistas de hoje, um dos que mais realça, de maneira natural e com propriedade, os laços com sua terra de origem.

Valdonês usa as formas do cubismo de Picasso em um trabalho onde confunde as figuras do primeiro plano com o fundo da tela, provocando uma mistura inusitada de grande efeito. Esse trabalho, que exige a dedicação de muito tempo e esforço serve principalmente para mostrar o grande talento com que o artista lida com as ideias. Não se trata só de um talento com os pinceis. É também um talento criativo e uma enorme profusão de ideias. Olhar os quadros de Valdonês permite muitas interpretações e muitas divagações, devaneios da imaginação, viagens pelo mundo da mente e das emoções. Ele tem perfeita consciência disso e nenhuma preocupação com o assunto. O quadro é do observador, tanto quanto do autor e cada um o vê com os olhos da alma.