Vidotti

Fábio Vidotti Filho, pintor, escultor e desenhista, é descendente de italianos, nascido em 1955, na montanhosa Belo Horizonte (MG), numa família de oito irmãos. Iniciou sua trajetória artística aos 14 anos, quando começou a se envolver com desenhos da época. Apesar de não possuir curso superior, o artista participou de diversos movimentos culturais de diversas linguagens. Já morou em São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Desde 1982 fixou residência em São Luís e conquistou o seu espaço dentro das artes plásticas do Maranhão. Apaixonado por São Luís, Vidotti descobriu primeiro na escultura o seu amor pelas artes plásticas.  Sua primeira exposição foi no Palacete Gentil Braga, do Departamento de Assuntos Culturais da Universidade Federa do Maranhão

Chegou a São Luís, para trabalhar como técnico mecânico industrial na ALUMAR. Na capital encontra forte inspiração para sua produção artística, principalmente a pictórica.
De vertente figurativa, sua pintura sobre a paisagem e a arquitetura de São Luís, é realizada em variadas técnicas tendo as cores quentes e puras como predominantes.
No seu processo de criação não utiliza esboço como meta para a idealização de um tema, aplicando diretamente sobre o suporte as camadas de tinta, com predominância do vermelho, na maioria das vezes aplicadas com os próprios dedos. O artista não se apega a determinado estilo e sempre busca novas cores e formas. Sua primeira exposição em São Luís foi no Palacete Gentil Braga. Já realizou mais de 25 mostras em nossa cidade, sobretudo de pinturas. Também se envolve com esculturas, experiência que já lhe rendeu vários prêmios e reconhecimentos. 

Com o passar do tempo, sua pintura vem apresentando formas que beiram à abstração. No final da década de 1990, descobre o ferro, o aço e o alumínio como possibilidades plásticas para suas inquietações criativas e de domínio de materiais. Desenvolvendo, a partir de então, uma série de coleções inspiradas nos guerreiros greco-romanos, em meninos de rua, sexualidade e em mulheres e cidadãos brasileiros das camadas mais desprivilegiadas. Fábio Vidotti aquece e queima o metal. Em brasa, torce, molda, solda. Ao conseguir a forma imaginada, realiza o acabamento com óleo queimado ou tinta automotiva para conseguir a textura desejada. Ganhador de várias premiações com esculturas em aço, Vidotti também ficou conhecido pelos seus quadros óleo sobre tela, em que utiliza a técnica de pinturas mão e dedo.

Vidotti explica que começou a usar a sucata de informática em seus trabalhos, depois que recebeu uma quantidade significativa de peças de computador em desuso doadas pela Procuradoria Geral de Justiça. Para compor os trabalhos ele usou principalmente placas de computador e madeirite naval. A pintura é feita com tinta acrílica, verniz, resina ou tinta automotiva.

Em sua trajetória já conta com mais de 30 exposições de pintura e 17 exposições de escultura. Foi com exposições do DAC e da Fundação Municipal de Cultural (FUNC) que o artista conquistou sua primeira premiação, arte em escultura, com o título “Arco e flecha”, em homenagem à médica comunista Maria Aragão.

Entre as exposições realizadas em São Luís, destaque para os títulos “Armas de guerra”, com 16 esculturas em aço; “Guerreiros”, com a qual o artista ganhou, em 2000, o prêmio universidade de melhor exposição do ano;  Em setembro de 2009, o artista recebeu mais uma premiação. Vidotti foi o vencedor do 32° concurso Literário e Artístico Cidade de São Luís – prêmio Zaque Pedro, com a escultura “Arco de Guerra”. Seu trabalho ficou empatado em primeiro lugar com a obra “O Devir da Poltrona”, pintura de José Almir Valente Costa Filho.

Ao mesmo tempo, vem realizando oficinas de arte com o objetivo de despertar o interesse e a criatividade de crianças, jovens e adultos pela arte e a criação artística em escolas, centros comunitários, empresas públicas e privadas e nas galerias de arte quando em exposição. Também realiza uma série de trabalhos tendo o refugo industrial como matéria prima para a criação de objetos tridimensionais. Fábio Vidotti possui obras em museus e coleções particulares do Brasil e do Exterior.

PRÊMIOS 
2009 – XXXII Concurso Literário e Artístico Cidade de São Luís – Prêmio Zaque Pedro.
2000 – Prêmio Rádio Universidade FM pela Melhor Exposição do Ano.
1999 – Prêmio JP Turismo/Jornal Pequeno como Escultor do Ano 
1999 – XXV Concurso Literário e Artístico Cidade de São Luís – Menção Honrosa 
1998 – XXIV Concurso Literário e Artístico Cidade de São Luís – Prêmio Zaque Pedro 
1997 – XXIII Concurso Literário e Artístico Cidade de São Luís – Prêmio Antônio Almeida.

A sustentabilidade é um dos temas das obras do artista Fábio Vidotti. Com uma técnica de colagem, Vidotti cria algumas cenas urbanas que nascem do reaproveitamento do lixo. Uma arte que desafia os olhos, a percepção, e ensina a reaproveitar. O que parece uma cidade vista de cima, por exemplo, antes era sucata.  

Um dos quadros representa uma revoada de pássaros, no qual é difícil acreditar que o artista foi buscar a matéria-prima  no lixo. Fazer arte e preservar o meio ambiente. O artista plástico Fábio Vidotti ensina que é possível fazer as duas coisas. Para ele não basta admirar. É preciso ter algo mais a dizer. Uma mensagem de consciência ambiental.
“A gente vê que o mundo vem mudando as linguagens. As indústrias antigamente não se preocupavam tanto em poluir o meio ambiente. Mas o ser humano sentiu a necessidade de mudar a consciência. Eu, como artista, tive uma boa educação ambiental", disse .

O artista transforma metal, placas de computadores, sucata e madeira em peças coloridas, cheias de formas e leveza. As metrópoles de sucata cresceram e Vidotti criou cidades invadidas por tsunamis. Utilizou também uma nova experiência. Usando o "Assemble" ou assemblagem, criada em 1953 pelo pintor francês Jean Dubuffet, que consiste em colagens feitas com objetos e materiais tridimensionais, partindo do princípio que qualquer material pode ser incorporado a uma obra de arte. Técnica de colagem que foge aos padrões tradicionais de arte, são vilas, comunidades e guetos, que nascem de cantos de moldura e pedaços de madeira.