Bento Moreira

O escritor e artista plástico maranhense Bento Moreira Lima Neto, nascido em Pedreiras, Maranhão, é engenheiro civil, escritor, navegador, professor universitário especialista em engenharia portuária, trabalhou durante mais de 30 anos como diretor-técnico do Porto do Itaqui e hoje trabalha como Assessor da Secretaria Estadual de Cidades com o Pedro Fernandes. Como artista plástico Bento participou de várias exposições coletivas e individuais e já concorreu a uma vaga na Academia Maranhense de Letras em 2013 para ocupar a vaga deixada por seu grande amigo Neiva Moreira. 

Ainda bebê foi morar em Caxias e com 5 anos veio para São Luís, onde estudou nos colégios Marista e Liceu e em  seguida foi para o Rio de Janeiro, onde se formou. O pai foi ginecologista obstetra e a mãe também era artista plástica. Tem 5 irmãos, dos quais, 4 homens e 1 mulher. A figura que mais o influenciou na vida inteira e em sua personalidade foi seu avó Bento Moreira Lima, que foi presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, em homenagem a quem, fora elaborada a Medalha de Honra ao Mérito dada aos desembargadores que se destacam durante o ano.

Depois de formado foi professor de Geografia, paixão que herdou de sua mãe, outrora fascinada pela área. O artista já visitou mais de 70 países registrando diversas imagens, algumas das quais presentes em seu primeiro livro “Viajar é preciso”. Para ele, o país mais marcante é a China. Depois lançou “Marés do tempo”, “A utopia dos portos”, “De canudos a Cabul” e “Histórias do Porto do Itaqui”. Lançou há pouco tempo o seu oitavo livro, intitulado “Coisas do destino”, feito com base em matérias sobre o caso do mensalão. Já lançou romances como “Doramar” e “Eterna chama”. Todos os seus romances foram premiados através da Fundação Municipal de Cultura recebendo o primeiro lugar do Prêmio Graça Aranha em sua categoria.

As manifestações da cultura popular fazem parte da obra do pintor, as cores fortes, as pinceladas firmes, as figuras contorcidas dos tocadores de tambor de crioula, as mulatas sestrosas se insinuando em rodopios sem fim. O artista enfeitiçado procura harmonizar em cada trabalho o sagrado sentimento do amor com os mistérios do rico e extraordinário folclore maranhense.